Você Sabia que...
Até 1968, quando o então Banespa aceitou pela primeira vez o acesso de mulheres ao cargo de auxiliar de escritório, o sistema financeiro era um território exclusivamente masculino.
As bancárias já são discriminadas na porta de entrada: são contratadas com salários 36,5% inferiores aos dos colegas do sexo masculino.
As mulheres ocupam 48,1% do total de postos de trabalho, nos bancos, segundo levantamento da subseção do Dieese na Contraf-CUT, feito com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.
As mulheres que trabalham nos bancos têm maior escolarização que os homens, segundo a Rais do Ministério do Trabalho e Emprego. No sistema financeiro como um todo, 69,83% das bancárias tem curso superior completo, contra 64,62% dos trabalhadores do sexo masculino.
Apesar de mais escolarizadas, as mulheres ganham em média 23,88% a menos que os homens, de acordo com o mesmo levantamento do Dieese.
Quase 26% das mulheres nunca receberam promoção nos bancos. É um índice muito superior ao de homens (20,8%) que nunca tiveram movimentação na carreira.
Segundo dados da Rais de 2009, um bancário com doutorado ganhava R$ 12.122, em média, enquanto uma bancária com mesmo grau de instrução recebia R$ 5.712.
Apenas 23,41% das mulheres possuem remuneração superior a 10 salários mínimos nos bancos. Os homens nessa mesma faixa de remuneração são 37,08%.
As mulheres são maioria entre os bancários nas faixas de idade entre 17 e 39 anos. A partir dos 40 anos, tornam-se minoria, o que demonstra menor segurança de emprego das trabalhadoras bancárias.
A discriminação em relação ao acesso ao emprego é ainda maior quando se trata da mulher negra.
A População Economicamente Ativa é composta por 18% de mulheres negras. Nos bancos, contudo, a participação é menor: apenas 08 em cada grupo de 100 trabalhadoras são negras.
Fonte: Cadernos Contraf-CUT - Construindo a Igualdade de Oportunidades – março 2011.
Igualdade de Oportunidade:
Desde 1998, o tema é eixo de discussão do movimento sindical bancário.
A Chapa 1 propõe:
- Avançar num Plano de Cargos e Salários que seja mais objetivo, democrático e de igualdade de oportunidade, respeitando as diferenças. Essa é uma luta de todos. Nenhum trabalhador ganha com as desigualdades. Essa desigualdade também não é bom para os homens, pois, puxa os salários para baixo. Quem ganha são os bancos.
- Apoiar a campanha pela aprovação da Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que exige que sejam oferecidos a homens e mulheres com responsabilidades familiares o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades. Que ambos não sejam prejudicados ao cuidar da família.
- Desenvolver uma campanha de valorização e ampliação da licença maternidade de seis meses nos bancos, com participação de especialistas em aleitamento materno e benefícios sociais com o cuidado dos filhos.
- Participação do movimento sindical nos programas de sensibilização de executivos, líderes e funcionários para os temas da Igualdade de oportunidades.
- Democratização do acesso às promoções através de editais ou informativos internos.
- Garantia do retorno sem prejuízo para as gestoras em licença-maternidade, assim como para outros cargos e funções.



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