terça-feira, 5 de abril de 2011

Mulheres no Sindicato


 
Você Sabia que...

Até 1968, quando o então Banespa aceitou pela primeira vez o acesso de mulheres ao cargo de auxiliar de escritório, o sistema financeiro era um território exclusivamente masculino.

As bancárias já são discriminadas na porta de entrada: são contratadas com salários 36,5% inferiores aos dos colegas do sexo masculino.

As mulheres ocupam 48,1% do total de postos de trabalho, nos bancos, segundo levantamento da subseção do Dieese na Contraf-CUT, feito com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.

As mulheres que trabalham nos bancos têm maior escolarização que os homens, segundo a Rais do Ministério do Trabalho e Emprego. No sistema financeiro como um todo, 69,83% das bancárias tem curso superior completo, contra 64,62% dos trabalhadores do sexo masculino.

Apesar de mais escolarizadas, as mulheres ganham em média 23,88% a menos que os homens, de acordo com o mesmo levantamento do Dieese.

Quase 26% das mulheres nunca receberam promoção nos bancos. É um índice muito superior ao de homens (20,8%) que nunca tiveram movimentação na carreira.

Segundo dados da Rais de 2009, um bancário com doutorado ganhava R$ 12.122, em média, enquanto uma bancária com mesmo grau de instrução recebia R$ 5.712.

Apenas 23,41% das mulheres possuem remuneração superior a 10 salários mínimos nos bancos. Os homens nessa mesma faixa de remuneração são 37,08%.

As mulheres são maioria entre os bancários nas faixas de idade entre 17 e 39 anos. A partir dos 40 anos, tornam-se minoria, o que demonstra menor segurança de emprego das trabalhadoras bancárias.

A discriminação em relação ao acesso ao emprego é ainda maior quando se trata da mulher negra.

A População Economicamente Ativa é composta por 18% de mulheres negras. Nos bancos, contudo, a participação é menor: apenas 08 em cada grupo de 100 trabalhadoras são negras.

Fonte: Cadernos Contraf-CUT - Construindo a Igualdade de Oportunidades – março 2011.

Igualdade de Oportunidade:

Desde 1998, o tema é eixo de discussão do movimento sindical bancário.

A Chapa 1 propõe:

- Avançar num Plano de Cargos e Salários que seja mais objetivo, democrático e de igualdade de oportunidade, respeitando as diferenças. Essa é uma luta de todos. Nenhum trabalhador ganha com as desigualdades. Essa desigualdade também não é bom para os homens, pois, puxa os salários para baixo. Quem ganha são os bancos.

- Apoiar a campanha pela aprovação da Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que exige que sejam oferecidos a homens e mulheres com responsabilidades familiares o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades. Que ambos não sejam prejudicados ao cuidar da família.

- Desenvolver uma campanha de valorização e ampliação da licença maternidade de seis meses nos bancos, com participação de especialistas em aleitamento materno e benefícios sociais com o cuidado dos filhos.

- Participação do movimento sindical nos programas de sensibilização de executivos, líderes e funcionários para os temas da Igualdade de oportunidades.

- Democratização do acesso às promoções através de editais ou informativos internos.

- Garantia do retorno sem prejuízo para as gestoras em licença-maternidade, assim como para outros cargos e funções.



Nosso compromisso com você




Unidade nacional por + Conquistas

A Chapa 1 defende a unidade nacional para organizar a luta da categoria. A história comprova que foi acertada a posição da maioria dos sindicatos de bancários do país, quando foi construída democraticamente, em 2003, a campanha nacional unificada.
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e aberto à participação de todas as representações da categoria, une bancárias e bancários de bancos públicos e privados, de todo o Brasil, fortalecendo a luta pelas reivindicações gerais e específicas.
Com união, são possíveis + Conquistas. Com democracia, luta e unidade nacional, bancárias e bancários conquistaram aumentos reais de salário desde 2004, arrancaram melhorias na PLR e obtiveram a 13ª cesta-alimentação, além de mais empregos e avanços importantes em questões específicas nos bancos públicos. Mas, ainda há muita luta pela frente. Por isso, a Chapa 1 é a única que vai somar forças com o movimento dos bancários de todo o país para obter + Conquistas, e não fazer disputas internas.

Salário e Emprego
Campanha Nacional Unificada - manter a estratégia de campanha salarial unificada. É o caminho mais seguro para os enfrentamentos com os bancos, na perspectiva de avançar nas lutas e obter + Conquistas.

Salários - lutar pela continuidade de aumento real de salários e valorização do piso salarial, tendo como base o piso mínimo calculado pelo Dieese. Avançar num Plano de Cargos e Salários que seja mais objetivo, democrático e de igualdade de oportunidade, respeitando as diferenças.

Remuneração total - lutar pela contratação da remuneração total dos bancários. Hoje, já contratamos a remuneração fixa direta (ex.: salários, 13º, férias, descanso semanal remunerado) e indireta (ex.: auxílio-alimentação, vale-transporte, auxílio-creche) e, parcialmente, a remuneração variável (ex.: PLR). Necessitamos contratar a totalidade da remuneração variável, garantindo uma padronização das vendas de produtos, entre outros, para todos os bancários.

PLR - buscar nas campanhas salariais uma melhor distribuição e valorização da Participação de Lucros e Resultados, valorizando + o empenho dos bancários.

Defesa e geração de empregos - continuar priorizando a luta pelo emprego. Os bancos, um dos setores mais lucrativos da sociedade, tem total condição de garantir + e melhores empregos. Pressionar os bancos para chamar os concursados.

Fortalecimento das lutas gerais e específicas - intensificar a mobilização dos trabalhadores em instituições financeiras em busca de + Conquistas. Participar e fortalecer a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da CAIXA, a Comissão de Empresa (CE) dos funcionários do BB e as Comissões de Organização dos Empregados (COE) de cada banco privado, que discutem e procuram solucionar os problemas específicos.

Saúde e Segurança
Saúde do trabalhador - intensificar o debate com a categoria sobre condições de trabalho e participar da campanha nacional “Menos Metas, Mais Saúde”, além de ampliar a mobilização pelo fim do assédio moral e, ainda, buscar parceria com profissionais qualificados para dar assessoria.

Segurança contra assaltos e sequestros - participar do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT e fazer cumprir a Lei Estadual 10.501/1997, que obriga a instalação de portas giratórias de segurança com detectores de metais, além de câmeras de vídeo. E barrar qualquer flexibilização da lei.

Sistema Financeiro
Regulamentação do sistema financeiro - buscar envolver a categoria e a sociedade catarinense para que possamos pressionar o governo e o
Congresso Nacional para a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, que trata do Sistema Financeiro Nacional.

Fortalecimento dos bancos públicos - desenvolver uma série de iniciativas, buscando mobilizar a categoria e a sociedade para preservar o sistema de bancos públicos como instrumento de políticas de desenvolvimento econômico e social do país.

Sistema financeiro público catarinense - consolidar o BADESC, enquanto agência de fomento, buscando incrementar seus investimentos para o desenvolvimento econômico, apoiando, principalmente, as pequenas e médias empresas. E fortalecer o BRDE público, como instrumento de políticas de desenvolvimento econômico e social de SC.

Mais investimentos do BB em SC - defender investimentos do BB para SC. O banco priorizou seus negócios em detrimento de investimentos sociais, que antes eram praticados pelo BESC. O BB também precisa investir mais em habitação popular, agricultura familiar e no setor pesqueiro. É necessário envolver a sociedade e pressionar o BB a assumir compromissos de reciprocidade com os interesses dos catarinenses.

Previdência
Fim do fator previdenciário - intensificar o apoio aos projetos que acabam com o fator previdenciário e melhoram os ganhos dos aposentados. Lutar contra qualquer tentativa de aumento da idade mínima para a concessão do benefício.

Previdência complementar - lutar por previdência complementar para todos, com regras mínimas para os benefícios, prazo de contribuição, regras claras de portabilidade das reservas, resgate total das contribuições (dos bancários e do banco) em caso de demissão, além de eleições democráticas e gestão paritária em todas as instâncias na administração dos fundos. Os bancários tem o direito de administrar, participar e fiscalizar seus recursos.

Debate sobre Cassi, Previ e Fusesc - promover um debate sobre os caminhos para os funcionários do Besc em relação à Cassi, Previ e Fusesc. O objetivo é trazer a Florianópolis representantes nacionais da Cassi e Previ, que junto com representantes da Fusesc, debaterão os seus posicionamentos e as alternativas para os funcionários do Besc.

Aposentados - realizar um trabalho coletivo e em parceria com entidades e associações de aposentados, fortalecendo o trabalho da subsecretaria de aposentados do Sindicato.

Internacional
Acordos marco globais - fazer que tanto os bancos estrangeiros que atuam no Brasil, quanto os brasileiros que atuam no exterior, respeitem, em âmbito mundial, os direitos fundamentais dos trabalhadores, através de acordos marco globais, garantindo o direito à sindicalização e à negociação coletiva, além de combater as práticas antissindicais, ao contrário do que ocorre hoje em vários países.

Fazer + e Melhor
Cultura, Esporte e Lazer - a Chapa 1, que tem a maioria da atual gestão, dará continuidade às atividades de Cultura, Esporte e Lazer, realizadas pelo SEEB Florianópolis e Região. Atual direção do Sindicato implementou um conjunto de políticas de cultura e lazer, como aulas de Yoga, violão, dança de salão, coral do bancários e a 1ª Feijoada dos Bancários. A Chapa 1 também dará continuidade às tradicionais festas do Sindicato (junina, Dia do Bancário e baile) e ao torneio de futebol que já está no calendário da entidade há mais de 20 anos. Além de incluir e valorizar a participação das mulheres nas atividades esportivas e culturais do Sindicato.

Convênios - a Chapa 1 manterá e ampliará a política de convênios já executada pelo Sindicato. E o foco estará voltado para os convênios nas áreas da educação, saúde e esporte.

Saneou o Sindicato - a gestão presidida por Clovis Mena Dutra está deixando o Sindicato com superávit, situação que não existia há muitos anos. A Chapa 1, maioria da atual gestão, irá administrar o sindicato com competência, transparência e responsabilidade financeira.

+ Propostas
Igualdade de oportunidades - participar da Comissão Nacional de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) da Contraf-CUT. A Chapa 1, que tem 10 mulheres na sua composição, vai incentivar maior participação feminina na luta pela igualdade de oportunidade.

Combate à terceirização - combater a proliferação desenfreada de correspondentes bancários e o aumento de seu papel nos serviços dos bancos e garantir que os terceirizados tenham as mesmas conquistas dos bancários.

Combate às práticas antissindicais - unir forças com a CUT, Fetec-CUT/SC e a Contraf-CUT para mobilizar as autoridades e a sociedade, a fim de barrar práticas inconcebíveis, como o interdito proibitório usado pelos bancos nas greves.

Filiação ao Dieese - filiar o Sindicato ao Dieese, com o objetivo de prestar assessoria econômica para a entidade e qualificar a intervenção dos dirigentes e da categoria nos processos de negociação.

Prioridade para a comunicação - fortalecer a política de comunicação do SEEB Florianópolis e Região, garantindo cobertura de todos os eventos e a produção de materiais cada vez mais qualificados para divulgar as lutas da categoria. Intensificar a divulgação através de meios como Internet e TV comunitária, sempre com o objetivo de informar e formar.

+ cursos de formação - realizar cursos específicos visando qualificar os dirigentes, delegados sindicais e bancários de base para a luta sindical.
Comunicação, oratória, economia política, reforma bancária, história das lutas dos trabalhadores, previdência pública e complementar, análise de conjuntura, são exemplos de cursos que serão realizados.

Compromisso com o meio ambiente - desenvolver ações em favor do meio ambiente, objetivando conscientizar a categoria da necessidade de fazermos a nossa parte. Exigir que os bancos desenvolvam ações concretas em benefício do meio ambiente, sem que tenham por objetivo apenas a publicidade sobre a sua responsabilidade social e a inclusão do voluntarismo como avaliação de desempenho.

Fortalecer Lutas da CUT
- Fim do Imposto Sindical
- Fim do Fator Previdenciário
- Redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salários
- Valorização real do Salário Mínimo
- Reforma Agrária
- Política econômica com redução de juros
- Correção justa da tabela do Imposto de Renda